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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Suicídio


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Como folha de outono bailando ao vento
Perdida no tempo procurando se encontrar
No peito a dor plangente, quanto desalento
Mostrando que a vida já não pode continuar

Como um canto de despedida, uma triste carta
Expondo o fim da caminhada, sem mais armas
Que lhe ajudem a reerguer-se, da vida se aparta
Num ato covarde dá por encerrado o seu drama

Incompleta ficou sua trajetória terrena
E nesse ataúde repousas tão serena
Para mais tarde receber o último adeus
Ao deixar o palco da vida, saindo de cena

O adeus que encerra a história de uma vida
Quiçá, pudesse eu impedir o fim dos dias seus
Vida que por desconhecido motivo foi banida
Um gesto inaceitável para a concepção de Deus.

Diná Fernandes

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Você entre estrelas

É na solidão da noite
Que vislumbro as estrelas.
Vejo-te entre elas iluminando meu olhar,
Convido-as ao meu quarto adentrar
Acompanhar-me na frieza do ninho,
Aquecer a madrugada, enquanto
Desperta o astro rei a incendiar seu coração
Para que me encontres solícita e amorosa
E no nosso ninho de amor
Façamos a nossa festa embalados pela brisa matinal.
Um encontro de almas,
Um aconchego de amantes apaixonados.
Que não amam só por amar!

Diná Fernandes

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Doação amorosa- Abraço Poético

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Amar é um ato introspectivo
Quem ama doa seu coração.

O amor é para a vida lenitivo
Desde que não seja imperativo.
Basta que seja compreensivo.


Nesse ato de espontânea comunhão
Onde ambos são compassivos
Amor precisa de integração
Por ser manso e inofensivo.

Quando se vai a emoção
O coração perde o incentivo
Evoca a tristeza e desilusão
Torna-se pungente, sem objetivo.


Amar é um ato introspectivo
Quem ama doa seu coração.

Diná Fernandes

Abraço poético é estilo RosaAmbiance

sábado, 25 de janeiro de 2020

Rosa cor de Rosa- PõeRima


Tanta beleza tem na rosa cor de rosa,
Tem a suavidade da seda, e muita leveza
Tingimento natural, mesmo desbotada é graciosa
Tem espinhos que cuidam da sua defesa

Traz em si a singeleza e fragrância
Tua sina é enfeitar jardins e ser beijada
Teus fãs beijoqueiros amam a exuberância
Teu perfume embriaga a passarada

Têm inveja de ti as lindas rosas vermelhas
Tua tonalidade é suave como rosto de bebê
Tuas pétalas abrigam com carinho as abelhas
Toda tua beleza fica do tempo, à mercê.

Autoria:Diná Fernandes

PoeRima, estilo poético Fernanda Xerez

,



sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Na Estante


Muitos livros já comprei
Na estante muitos tem
Muitos li, outros manuseei
Aqueles que não me convém

Às Bibliotecas vou presentear
E peço às senhoras Mestras
Ao estudante queira apresentar
Todas as preciosas Obras

Com todos muito aprendi
Mas ainda não escrevi
Um poema eloquente
Para ser lido vorazmente

A leitura é coisa divina
Abre as janelas da mente
Mas o livro não ensina
Poetar assim de repente

Para escrever boa poesia
Tem que ter o dom da palavra
Ter na mente ideologia
E esmero no produto da lavra.

Diná Fernandes

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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Salvação , nossa Herança

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Quando chegar sua hora derradeira
Sinta um chute na vida, o palco vazio
De si não sobrou resíduo nem poeira
Podera, foste na vida  um ser gentio

Ai daquele que fere a glória do Senhor
Desobedece, anda no caminho errado
Nada agradece, nem pratica louvor
E Jesus tão amado sendo ultrajado

Irmã acorde, pense na maior herança
Não venda , não troque sua salvação
Faça com Deus uma forte aliança
Pois a vida sem Deus é plena ilusão.

Deus não se agrada de obras mesquinhas
Aquelas realizadas sem amor no coração
Doar e depois xingar, que coisa miudinha
Há contas a pagar, falta-lhe conscientização?

Diná Fernandes

sábado, 21 de dezembro de 2019

Encerrando postagens

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Encerro as postagens do ano,
agradeço sua companhia
e ao meu Deus soberano
clamo para nós, ,paz e alegria.

Rnovemos nossos laços
Para todos (as) deiixo um abraço
Foi aqui nesse espaço
onde cada amigo deixou um pedaço
chamado carinho, e então eu agradeço!

Diná Fernandes

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Até 2020 com as graças do Senhor Jesus!
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domingo, 17 de novembro de 2019

Sublime Amor - Rondel

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Esse nosso amor belo e sublime 
suscita anseios, acalenta minh ‘alma 
ora causa frisson, noutras queixume 
ora me alegra, noutra tira a calma 

Quando há desencontro, causa trauma 
Primar por sinceridade é costume 
Esse nosso amor belo e sublime 
Suscita anseios, acalenta minh’ alma 

Ciúme causa estrago e apaga o lume 
 é para o amor uma certeira  arma 
não aponte o que não viu, macula o ardume
fere  o coração tira a calma
desse nosso amor belo e sublime.

Diná Fernandes

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

O menino Procrep

Escrever contos , causos ou crônica não é minha praia, não tenho o menor talento para tal arte.

Da minha vida laborativa tenho muitas histórias pra contar, uma delas não menos engraçada é a do menino Procrep. Leiam e divirtam-se!

Senhor humilde, maltrapilho, fala mansa, olhar firme, chegou ao posto de saúde com seu dez filhos para consultá-los, nove meninas e um menino. As meninas contavam entre três e oito anos, o menino, zero ano.
Sendo eu a responsável pela triagem de pacientes no setor de Pediatria, coube-me então cadastrar a criançada. Confesso que não foi fácil, as meninas com seus cabelos encarapinhados e sujos onde podia se perceber nitidamente a grande quantidade de pedículos a disputar espaço naquelas cabeças, e algumas delas, escorria de seus narizes aquele filete de catarro amarelo que desaguava em suas bocas.
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Iniciei meu trabalho...

Nomes das crianças?
- Minha fia, disse-me o pai, todas elas se chamam Maria, nome de santa.
Os sobrenomes eram diversos de rosas, dores, rosário e etc...
Indaguei o motivo de todas terem o mesmo nome, -lá em casa fia, toda vez que a muié estava parindo, eu chamava meu vizinho e cumpadi pra oiar na foinha o santo do dia, e ai o menino ou a menina ganhava o nome do santo.

Curioso foi o nome do menino! Procrep, chamava-se o menor de Procrep? Que esquisito pai, pensei!

Perguntei-lhe, onde encontrou esse nome tão diferente, - ora, ora; na foinha do dia.
Ver a imagem de origem
Encaminhei as fichas para o consultório, a Drª então lhe fez os mesmos questionamentos que eu, e obteve as mesmas respostas! Chegando a vez do Procrep, ela foi mais além, observou bem a data de nascimento, 15-11-86, e falou para o pai do garoto, esse dia senhor, não é dia de santo nenhum, é a data de um acontecimento histórico ocorrido no Brasil, portanto o nome do seu filho não é legítimo, significa a abreviatura da Proclamação da República!
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Sr João ficou revoltado e disse " Sou um ignorante da palavra, mas esse letrado que aceitou  o nome que não é de gente, é mais burro que eu, será que não conhece esse acontecido no Brasil e me faz passar essa vergonha toda e o coitado do menino com esse nome "?
A drª por sua vez orientou aquele pai para voltar no Cartório e tentar mudar o nome da criança, passado algum tempo, sr. João volta ao Posto de Saúde com o Procrep já crescidinho e, em alto e bom tom fala pra todos os presentes o motivo da sua fala, foi ao Juiz e conseguiu sem nenhum obstáculo, mudar o nome de Procrep para Procópio.

Como se pode ver há escrivão e escrivãos, e esse superou a ignorância do pai de Procrep!

PS: Aconteceu no Pam Ceasa- Recife-PE em 1986

Diná Fernandes

domingo, 27 de outubro de 2019

Meu Doce Veneno

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As inúteis fadigas que atormentam meu coração
Aos poucos, vão carcomendo os sentimentos
da psique, que tomados pela compulsão
Insistem na lembrança de velhos momentos

São injúrias e meras fatalidades
Originadas de um desastrado amor 
Sem escrúpulos, cultuava maldades 
Reportando-se como dono do meu amor 

Que na leveza do tempo, assim como a força do vento
Rodopiou bruto como ciclone, arrebatando 
De mim um amor, que como meu alento 
Cultivei com zelo, o sonho de amor eterno

E de repente, transformou-se em passageiro 
Restando apenas o sabor de um doce veneno 


Diná      Fernandes