quinta-feira, 21 de junho de 2018

Familia Unida é Um Bem Impagável- Acróstico


















F onte que deveria ser de amor,
A nos unir em irmandade de sangue,
M ostrar a força da Unidade fraternal,
I nteragir e acatar ensinamentos da retidão,
L abor em conjunto, primícias de progresso,
I ndo ao encontro da conquista e vitória.
A ssim, Deus nosso Pai preconizou,
                          X
U nião no lar gera prosperidade
N a guerra  todo bem é diluído
I ndo de encontro à derrota
A família é porto seguro
D issolução de membros fragmenta laços

É nosso dever promover a Paz

U m viver em desarmonia
M acula a felicidade  familiar

B  asta que reine a tolerância
E ntre todos haja afeto e respeito
M útuo  para sustentar a estrutura do lar

I  ndiferenças  existem,  mas não devem perdurar
M anter  a placidez  é prioridade
P icuinhas não combinam com família
A fábrica da Paz instala-se dentro do coração
G era um grande bem estar
A dube  seu ego com  amor e compreensão
V erta todo amor que puder
L eitura diária do Evangelho como apaziguador familiar

Diná Fernandes

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Avoante

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Planei nas asas do vento
Sobrevoei o infinito...
Como pássaro em movimento
Num voo rasante e bonito,
Fui por ti procurando
na busca vã,
Deixei cair meus lamentos

Num ato de coragem
Rasguei o véu do espaço,
Vislumbrei bela paragem.
Acordei, era março
Nos olhos, só miragem!

Como caravela avoante,
De velas infladas de paixão.
Navegando pelo horizonte,
Nas supostas asas da ilusão
Um sonho delirante

Um cenário enluarado
Quatro ventos a conspirar
O corpo cansado fez ninho
Sozinho e desapontado
Caí nos braços da lua

Diná Fernandes

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Deficiente Visual


Poder caminhar livremente
Mesmo usando óculos,
É um presente de Deus, certamente!
Diferente do cego que convive com obstáculos,

Privado da santa luz do dia,
Mas, de sensibilidade diferenciada
Tem o mundo nas suas digitais, quem diria
Que o cego tem sua sensibilidade aguçada.

Um exemplo de vida
É a vida do cego,
Que não abdica da vida
Para viver sôfrego.

Diná Fernandes

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Mar de Lágrimas


Uma espera alimentada de sonho dourado 
enchia meu peito de esperança, eu flutuava. 
De paixão, palpitava meu coração apaixonado 
E no meu mar de lágrimas, sozinha, sobrenadava. 

A vida já implorando algum revérbero... 
Mais e mais a solidão acinzelando meus dias. 
As noite escorrendo lentas, quisera um mensageiro, 
Um sussurro do vento, ou qualquer eufonia... 

Um impulso para rasgar o véu da tristeza, 
Um marasmo me envolvendo na preguiçosa nuvem. 
Nem tinta nem papel há sobre minha mesa, 
Para desenhar uma aquarela com sua imagem, 

E assim, talvez eu possa ver-te além do meu olhar 
Admirar a tela, me abastecer da tua suposta presença. 
Já sufoquei o horizonte, onde vivo a te procurar 
Com meus olhos de esmeralda, cheios de esperança. 

Diná Fernandes

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Tenho um coração



Tenho um coração, não apenas para amar,
Ele foi transformado em relicário
Para a minha saudade guardar.

O amor por mais aconchegado que esteja,
Está sempre saudoso; saudoso de carinho.
E a saudade sempre se enseja.

A saudade mora em meu peito, é irmã do coração,
Corre nas veias junto com meu sangue,
Como unha e carne não pode haver separação,
Às vezes deixa o amante exangue.

Ela vem no açoite do vento, chega como furacão,
Vira rio serpeando nas veias do coração peregrino.

Diná Fernandes

domingo, 20 de maio de 2018

Se os Poetas Dessem as Mãos

Encontrei no Citador esta pérola poética , fiquei encantada
e então, partilho com vocês
Maria Fernanda Teles de Castro e Quadros Ferro


Se os Poetas dessem as mãos 
e fechassem o Mundo 
no grande abraço da Poesia, 
cairiam as grades das prisões 
que nos tolhem os passos, 
os arames farpados 
que nos rasgam os sonhos, 
os muros de silêncio, 
as muralhas da cólera e do ódio, 
as barreiras do medo, 
e o Dia, como um pássaro liberto, 
desdobraria enfim as asas 
sobre a Noite dos homens. 

Se os Poetas dessem as mãos 
e fechassem o Mundo 
no grande abraço da Poesia. 

Fernanda de Castro, in "Ronda das Horas Lentas"


Dúvida de coração bobo

Não sei onde vou guardar tanto fascínio Se n'alma, em um casulo ou coração Penso-te distante do meu domínio Coração fica doido de paixão...