segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Briguei com meu amor


Brigamos, briga de amor. 
Foi ao anoitecer que senti 
O coração apertado. 
Outra vez briguei, 
Briguei com a noite monótona 
Que veio me trazer melancolia. 

Convidei a poesia 
para comigo papear. 
A tristeza tomou seu rumo 
A alegria chegou sorridente, 
Expulsou o marasmo, 
A lua se fez presente no céu 
A noite ganhou brilho 
Disse-me a poesia: 
Transforme tudo em amor 
E seja feliz sem rancor.

Diná Fernandes

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Comparação

 

Vejo uma tela com desenho humano 
E, lado a lado faço as comparações 
As borradas cores do meu quotidiano 
Diferem muito das tais comparações 

E questiono sobre minha aparência 
Um ser esquisito em moldura tosca 
Alma sem alquimia, sem florescência 
É fato, sou um ser de pintura fosca

Nesse contexto torto e sem atavios 
Há um novelo de sentires guardados 
Sonhos, desejos e amarrilhos bravios
Contidos e iludivelmente sonhados 

Destrancando as portas do coração 
Expressando minhas inquietações 
Meus deleites, devaneios e paixão 
Dando vasão as diversas emoções.

Diná Fernandes

domingo, 1 de novembro de 2020

Sonhando aprendi


Sonhando dou vida ao meu viver:
Aprendi a voar com os pés no chão,
Sonhar faz parte, basta entender
A problemática da pretensão,
Sem confundir o “ Ser” com o “Ter”.

Sonhando Aprendi: viver é grande diversão.
Autoria: Diná Fernandes

Ação Premeditada


Alcançar o objetivo proposto requer esforço,
Pensando bem, não é fácil gerir a vida.
A coragem é o elemento propulsor; o começo!
Pesar os “prós e contras” na certa medida.
Atente para isso; nada acontece sem meta estabelecida.

Ação Premeditada, batalha vencida!

Autoria: Diná Fernandes

Alma Gêmeas é Estilo Experimental criado por Rosa Ambience

http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/5103934

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Não tente me julgar

 


Não me abala nem me molesta 
O que possam pensar a meu respeito .
Minha identidade é personalizada ´ 
Opiniões contrárias ou julgamentos 
não desvirtuam minha personalidade.

Olhares advindos de direções decadentes 
Não tem nenhuma influência sobre meu eu ,
Sou livre e sou dinâmica .

Se a pobreza do seu olhar tentar 
Embaçar o meu espelho, não conseguirá
não sou alienada nem
fracassada ao permitir 
Que as linhas do meu desenho 
Sejam por outros alteradas. 
Isso implicaria em decadência pessoal.

Diná Fernandes

sábado, 17 de outubro de 2020

Se a oportunidade chegar, agarre-a

                                                      

Desempregada e já sentindo a necessidade para suprir as carências básicas para o viver, consultei o jornal da cidade, enquanto folheava aquelas páginas, me deparei com um anuncio de emprego. 
Eu me enquadrava perfeitamente nos requisitos exigidos para ocupar a aquela vaga. 
Era um domingo de sol e o mar parecia me chamar, pensei em ficar em casa, no dia seguinte faria entrevista e precisava estar com a mente sossegada. 

Após o almoço resolvi tirar uma soneca, uma amiga me ligou convidando para um aniversário à noite, recusei o convite e expliquei o motivo, depois de tanta insistência acabei aceitando, e então marcamos para as 20 horas nos encontramos. 

O local era em outro bairro e um pouco distante, enquanto me arrumava, algo me dizia para não ir, desacreditei na intuição e fui. Terminada a festinha, fomos a um barzinho tomar uma cervejada como saideira, o papo foi se prolongando e quando percebemos já era bem tarde. Eu e minha amiga e a estrada um pouco deserta, para nossa tristeza um dos pneus estourou, por sorte estávamos em frente a uma velha casa em ruínas que tinha um muro de proteção na parte da frente, lá colocamos o carro e ficamos o resto da noite até o amanhecer. 

Me ardia os neurônios em lembrar da entrevista logo mais às dez horas, ficamos à beira da estrada tentando um socorro que finalmente encontramos e resolvemos o problema do pneu. 

Cheguei em casa às nove horas, já bem próximo o horário da entrevista, estava feliz e bem animada pela chance de conseguir a vaga. 
E ao chegar no escritório me identifiquei e falei e me desculpei pelo pequeno atraso, a secretária de cara e sem arrodeio -falou-me, se tivesse chegado meia hora antes já estava sendo entrevistada, aguarde e será a próxima e a quarta entrevistada. 

Quando entrei na sala, o chefe me olha e diz -infelizmente a vaga está preenchida, agradeci e voltei desolada. 
A oportunidade quando chega temos que segurar e dispensar qualquer outro compromisso agendado ou não, pois a mesma é inquieta passa voando e não deixa alerta, quem puder agarre-a com os dois braços num abraço de esperança. 

A minha oportunidade chegou, e ingenuamente optei por uma festinha sem futuro. 


Diná Fernandes

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Tríade da Paciência


Temos importantes ferramentas para aliviar as tensões.
A mais forte é a oração, quando mergulhamos no lago da serenidade, que é o encontro com Deus, sentimos a sua presença tocando a nossa face e embora não possamos vê-lo, nosso espírito recebe a energia revigorante e ai nos sentimos  fortalecidos.

A segunda fonte é FÈ.
Quando em momentos cruciais pensarmos que tudo está perdido, todas as portas e janelas fechadas, nada acontece, na nossa mente tudo se arrefece, Deus está ali, para no tempo dele trazer a solução, por isso, espere, não atropele o tempo, cultue a Fé e deixe Deus agir. Se na nossa vida colocarmos Deus em primeiro lugar para tudo, o fardo será bem mais leve.


A terceira fonte é o silêncio, este que responde
nossas indagações, mas quando o silêncio nada responde? algo está faltando, pode ser um pouco de superficialidade travando a mente. São artimanhas do nossos inimigos inferiores tentando desvirtuar o pensamento, se apoderar da nossa alma, e consequentemente provocar uma desordem emocional.


Diná Fernandes

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Agonias do prazer

Mulher, sensual, cama. Mulher bonita, jovem, cama, mentindo, sensual. 

A curva do teu braço
é o meu reduto,
meu ponto de encontro
disponível a esconder
o amor que sinto por ti.

É o lugar secreto
onde me aconchego,
que abriga meu riso,
meu choro e meus devaneios.

É nessa curva sem retas
que me enrosco, me exponho
e me envolvo no veludo das suas mãos
que tateiam meu corpo
em busca dos meus aclives e declives.

E estática de prazer,
escancaro meu riso,
meu grito,
minhas arrelias,
agonias do prazer
que só você pode ouvir.

Diná Fernandes

Dúvida de coração bobo

Não sei onde vou guardar tanto fascínio Se n'alma, em um casulo ou coração Penso-te distante do meu domínio Coração fica doido de paixão...